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CAOS EM PERI MIRIM: Servidores enfrentam 3 meses de salários atrasados enquanto prefeito ostenta luxo

CAOS EM PERI MIRIM: Servidores enfrentam 3 meses de salários atrasados enquanto prefeito ostenta luxo
Prefeito de Peri Mirim heliezer Joerdson Rodrigues Foto: Joceilton Gomes

PERI MIRIM/MA – A crise financeira e administrativa no município de Peri Mirim ganhou contornos dramáticos e revoltantes nos últimos dias. Enquanto o funcionalismo público municipal amarga mais de três meses sem ver a cor do dinheiro, a realidade do chefe do Executivo parece passar longe da austeridade fiscal exigida pelo cargo. Denúncias apontam que, alheio ao desespero das famílias que dependem dos proventos públicos, o gestor mantém uma rotina de ostentação e luxo, agindo como se a cidade vivesse em plena normalidade.

O cenário nas repartições públicas é de completo abandono e desmotivação. Servidores concursados, contratados e de diversas áreas estratégicas — incluindo saúde e educação — relatam extrema dificuldade para arcar com compromissos básicos, como a compra de alimentos, medicamentos e o pagamento de contas de água e energia.

“É uma humilhação diária. Trabalhamos o mês inteiro, cumprimos nossas obrigações e, na hora de receber, recebemos apenas silêncio da prefeitura. Enquanto nossas geladeiras estão vazias, vemos as redes sociais e os bastidores políticos mostrando uma realidade de festas e viagens que não condiz com a crise do município”, desabafa um servidor que preferiu não se identificar por medo de retaliações.

O Contraste da Ostentação

O que mais gera indignação na população de Peri Mirim é o violento contraste entre a escassez dos cofres públicos para pagar quem trabalha e a aparente fartura na vida privada do prefeito Heliezer de Jesus Soares. Relatos locais apontam que o gestor continua desfrutando de um padrão de vida elevado, com aparições em eventos e posturas que ignoram o decreto não oficial de calamidade financeira que afeta o comércio local — fortemente dependente do salário do funcionalismo.

Juristas consultados alertam que o atraso sistemático de salários, somado à ausência de justificativas plausíveis e transparência na aplicação dos repasses constitucionais (como FPM e Fundeb), pode configurar improbidade administrativa por violação aos princípios da administração pública e crime de responsabilidade.

Comércio Local Estrangulado

A asfixia financeira imposta aos servidores já reflete diretamente na economia de Peri Mirim. Mercearias, farmácias e pequenos comércios já registram queda drástica nas vendas e aumento do endividamento no famoso “caderno”. Sem salários, os servidores não compram; sem vendas, o comércio quebra, gerando um efeito dominó destrutivo para o município.

Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Peri Mirim não havia emitido nenhuma nota oficial explicando o cronograma de pagamento dos meses atrasados ou justificando o paradeiro dos recursos destinados à folha de pagamento. O espaço segue aberto para manifestação oficial da assessoria do município.

A população e os sindicatos prometem intensificar as cobranças e acionar formalmente o Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que auditem as contas da prefeitura e exijam o bloqueio de verbas para o pagamento imediato dos trabalhadores.

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