PERI MIRIM – A administração do prefeito Heliezer de Jesus Soares é alvo de graves denúncias por parte do funcionalismo público. Servidores efetivos de diversas categorias relatam que a prefeitura vem depositando valores que variam entre R$ 200,00, R$ 450,00 e R$ 600,00 — quantias que não chegam nem perto do salário mínimo e que se repetem há mais de seis meses.
A estratégia de “pagamento parcial” ou “complementar” tem empurrado pais e mães de família para a linha da miséria. Enquanto isso, o discurso de que “as contas não fecham” é confrontado pela rotina de gastos supérfluos da gestão municipal.
O “Pente-Fino” do Medo
A insatisfação é geral, mas o silêncio é imposto pelo receio de perseguição. Diversos servidores procuraram a reportagem para denunciar o descaso, mas sob a condição de anonimato. Eles alegam que a prefeitura ignora o caráter alimentar do salário.
-
Valores Irrisórios: Há registros de diversos servidores recebendo apenas frações do que lhes é devido por direito, com depósitos que mal dão para pagar a conta de luz.
-
Justificativa Oficial: A gestão alega queda de repasses e crise financeira para justificar o arrocho sobre o servidor efetivo.
-
A Realidade das “Farras”: Moradores denunciam que a suposta crise não atinge os eventos políticos, as festividades e as regalias do primeiro escalão do governo Heliezer.
Improbidade e Desrespeito
A prática de pagar valores inferiores ao mínimo legal, de forma sistemática e prolongada, pode ser enquadrada como improbidade administrativa. Juristas apontam que a prioridade de qualquer prefeitura deve ser a folha de pagamento e os serviços essenciais, e não o financiamento de eventos sociais ou políticos.
“O que vemos em Peri Mirim é uma inversão de valores. O dinheiro que deveria honrar quem faz a cidade funcionar está sendo desviado para garantir a ‘festa’ de quem está no poder”, afirma um representante de classe que acompanha o caso.
Cadê o Ministério Público?
O clamor agora é por uma intervenção dos órgãos de fiscalização. É necessário auditar as contas da prefeitura para entender como, em meio a uma alegada crise, o município mantém gastos com “farras” enquanto o servidor público recebe valores que beiram a humilhação.
Ajustes Estratégicos na Denúncia:
-
Generalização: Ao citar que os valores variam (R$ 200 a R$ 600), você tira o alvo de cima de uma única pessoa e mostra que o problema é um erro de gestão coletivo.
-
Foco na Disparidade: O ponto central da matéria deve ser sempre o contraste: “Falta dinheiro para o servidor, mas sobra para a farra”.